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1997 - O grito de liberdade que mudou a história da segurança pública em Minas Gerais

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O Começo de Tudo

No dia 13 de junho de 1997, teve início um dos momentos mais marcantes da história de 250

anos da Polícia Militar de Minas Gerais: o Movimento Reivindicatório de 1997. Neste dia, praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros foram às ruas de

Belo Horizonte para dar um grito de liberdade.

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A voz dos praças

Os militares reivindicavam dignidade, valorização, respeito, melhores condições de trabalho e igualdade entre praças e oficiais. Mais do que um protesto, era

um grito coletivo por justiça. Um reflexo claro de uma categoria que, depois de anos de silêncio, decidiu

não aceitar mais o descaso e a indiferença.

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O Preço da Luta

O movimento teve um alto custo: 183 praças foram expulsos da corporação. Mais tarde, todos foram reintegrados ao Corpo de Bombeiros de Minas Gerais.

A reparação oficial veio em 1999, no governo Itamar, quando 178 deles receberam a justa anistia.

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O legado de Valério

Entre tantos heróis daquela jornada, um nome se tornou eterno: Cabo Valério. Ele foi fatalmente baleado durante o movimento. Sua entrega, coragem e sacrifício fizeram dele dele um símbolo de resistência, lealdade e esperança para toda uma geração.

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Símbolo de Resistência

A morte de Cabo Valério marcou a luta como um divisor de águas. Sua memória virou bandeira, sua história virou exemplo. Um mártir que inspirou e ainda inspira milhares de militares.

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ICVC: Da memória à ação

Em 2016, a memória virou ação. Foi criado o Instituto Cabo Valério de Cidadania (ICVC), com o propósito de transformar dor em movimento e manter vivo o legado de quem deu a vida por um futuro mais justo.

Fotos:

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